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terça-feira, 10 Dezembro 2019
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Máscaras da Ásia
 

i Exposições Temporárias

30 Nov a 26 Jan

Vila Nova de Gaia

Máscaras da Ásia

  • Vila Nova de Gaia
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  • 16 Nov a 08 Mar
  • i Exposições Temporárias

A Condição da Mulher e a evolução da Moda entre as duas Guerras Mundiais através do jornal "O Comércio do Porto"

 

A questão da moda não tem sido vulgarmente tratada pelo mundo intelectual. De aparência fútil e no entanto de uma infinita complexidade, a moda está, de certa maneira, ligada à essência da modernidade ocidental e constitui, por conseguinte, um fenómeno que necessita de ser globalmente interpretado. Na verdade, ela é um desses espelhos onde se torna visível aquilo que faz o nosso destino histórico mais singular: a negação do poder imemorial do passado tradicional, a febre moderna das novidades, a celebração do presente social.

Esta exposição não tem senão a pretensão de, concordando com a complexidade que o estudo da moda implica, entreabrir uma fonte de estudo que, apesar de secundária no conjunto das principais fontes da época, possui caraterísticas únicas e uma compacidade ímpar para a análise destas questões em termos cronológicos e geográficos. A abordagem deste periódico incidiu sobre o levantamento e tratamento sistemático de uma secção intitulada "A Moda”, publicada semanalmente no jornal nortenho O Comércio do Porto, a partir de 29 de janeiro de 1920 e que, depois de 28 de março de 1937 assume a designação de "Da Mulher e da Moda”, passando a ser assinada por Maria Júlia [Ribeiro]. Desta feita, foram recuperadas cerca de um milhar de artigos desta secção entre 1920 e 1939. Paralelamente, o jornal d’O Comércio do Porto, - sobretudo as edições vespertinas (1922 a 1932) – é prolixo em crónicas sobre a temática feminista e sobre moda, contando com articulistas de grande nomeada intelectual. É o caso de Ana de Castro Osório, de João Ameal (pseudónimo do Conde de Ameal), de Helena de Aragão, de Augusto Navarro, de Gomes Monteiro, de Norberto Lopes, de Eduardo dos Santos, ou de Cruz Malpique, entre muitos outros. A inventariação dessas crónicas e a respetiva análise foram igualmente de grande valia neste trabalho. Acrescem outros registos que, sob a forma de desenhos humorísticos, concitavam a opinião pública nesta e noutras matérias socialmente candentes. Trata-se de cartoons, os quais, publicados com periodicidade semanal n’O Comércio do Porto eram, em larga escala, da autoria do médico e caricaturista Manuel Monterroso. Esse material (1923-1968) foi também digitalizado e integrado numa base de dados que possibilitasse a sua inclusão. Desta feita, foi o cruzamento destas diversas tipologias de informações extraídas d’O Comércio do Porto relativamente ao período entre as duas guerras mundiais, que nos permitiu expor documentalmente e em vídeo alguns apontamentos sobre a problemática da emancipação da mulher. Paralelamente, as informações reunidas possibilitaram perspetivar a evolução das principais tendências dos figurinos de moda feminina, com a particularidade de tudo isto discorrer num dos jornais mais conservadores que, tido por tradicional ao longo de décadas, se identificava com a elite de negócios do Norte.

 
 
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