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Rosa Frank - Canzone per Ornella

Canzone per Ornella + Postcards from Vietnam

Raimund Hoghe

 

Canzone per Ornella Antes de se tornar dramaturgo e, depois, coreógrafo, Raimund Hoghe costumava escrever retratos, tanto de pessoas famosas como de desconhecidos, que eram publicados no jornal Die Zeit. Esse hábito continua a estar no cerne do seu trabalho como coreógrafo, sob a forma de solos dirigidos a figuras famosas – Joseph Schmidt, Judy Garland, Maria Callas – ou a alguns dos seus intérpretes preferidos – Songs for Takashi [Canções para Takashi] ou Musiques et mots pour Emmanuel [Músicas e palavras para Emmanuel]. (...)

  Tomam sempre a forma de “oferenda musical” em que os seus intérpretes manifestam a sua arte através de uma presença muito consciente dos efeitos da música e do tempo, da ressonância imaginária de uma voz e uma melodia. Ornella Balestra – amplamente conhecida pelo seu trabalho com Maurice Béjart – é uma das bailarinas que melhor encarna esta mistura de intensidade e devaneio que caracteriza a dança de Raimund Hoghe (veja-se Swan Lake [Lago dos Cisnes], 4 Acts [4 Atos], Boléro Variations [Variações Bolero], Quartet [Quarteto] ou La Valse [A Valsa]). Em Canzone per Ornella, o coreógrafo reúne para a sua bailarina música e textos de Pier Paolo Pasolini, tanto os que já foram explorados como os que ainda estão por experimentar, jogando com a capacidade que ela tem de encontrar o equilíbrio perfeito entre virtuosismo e entretenimento, entre presença enigmática e uma figura cinematográfica.  POSTCARDS FROM VIETNAM (16 JANEIRO)   Em Postcards from Vietnam [Postais do Vietname], Raimund Hoghe continua a sua colaboração com duas personalidades excecionais da dança: Ji Hye Chung, com quem trabalhou pela primeira vez em La Valse [A Valsa], em 2016, e Takashi Ueno, com quem criou várias peças desde 2010, entre as quais La Valse, Cantatas e Pas de Deux, que apresentaram recentemente em Singapura. Há alguns anos, Raimund Hoghe descobriu postais do Vietname retratando pessoas e paisagens na banca de um vendedor de rua em Paris. Parecem muito frágeis e foram produzidos num país que Raimund Hoghe, como muitos outros, vem associando à Guerra do Vietname desde os anos 1960. Na sua nova peça, esses postais atuam como significantes. São lembranças e lâminas de projeção e remetem para a história, a sua fugacidade, mas também para a partida. Os postais lembram ao mesmo tempo o desejo de uma outra vida. Wenn keiner singt, ist es still [Quando ninguém canta, está silencioso] é o título da nova publicação de Raimund Hoghe. Tal como em todas as suas peças, a música tem aqui um papel central. Raimund entrelaça canções de protesto dos anos 60 com árias de Bach e Handel.   CANZONE PER ORNELLA Conceção, coreografia, cenografia Raimund Hoghe Colaboração artística Luca Giacomo Schulte Bailarinos Raimund Hoghe, Ornella Balestra, Luca Giacomo Schulte Desenho de luz Raimund Hoghe, Amaury Seval Fotografia Rosa Frank Administração e produção Mathieu Hillereau, Les Indépendances Produção Raimund Hoghe — Hoghe & Schulte GbR (Düsseldorf) Coprodução Theater im Pumpenhaus Münster Apoio Ministério da Cultura e Ciência da Renânia do Norte-Vestefália, Kunststiftung NRW, Kulturamt der Landeshauptstadt Düsseldorf, La ménagerie de verre de Paris, Goethe Institut No âmbito do Studiolab Agradecimento especial agnès b. Paris Coprodução Theater im Pumpenhaus Münster POSTCARDS FROM VIETNAM  Conceção, coreografia, cenário, figurinos Raimund Hoghe Participação artística Luca Giacomo Schulte Bailarinos Ji Hye Chung, Takashi Ueno, Raimund Hoghe Produção Les Indépendances Paris Uma peça de Raimund Hoghe – Hoghe & Schulte GbR (Düsseldorf) Com o apoio de La Ménagerie de Verre Paris  No âmbito do Studiolab, Montpellier Danse Residências artísticas Agora Cité Internationale de la Danse Montpellier, Teatro Municipal do Porto, Theater im Pumpenhaus Münster Agradecimento especial agnès b. Paris


CANZONE PER ORNELLA
Before becoming a dramatist, and then a choreographer, Raimund Hoghe used to write portraits, both of famous and unknown people, which were published in the newspaper Die Zeit. That habit remains at the heart of his work as a choreographer, under the guise of solos addressed to famous figures—Joseph Schmidt, Judy Garland, Maria Callas—or to some of his favourite performers—Songs for Takashi or Musiques et mots pour Emmanuel [Music and Words for Emmanuel]. They always take the form of a “musical offering,” where his performers express their art through a presence deeply aware of the effects of music and of time, of the imaginary resonance of a voice and a melody. Ornella Balestra—widely recognised for her work with Maurice Béjart—is one of those dancers able to best embody this mixture of intensity and reverie that characterises Raimund Hoghe's dance (see his Swan Lake, 4 Acts, Boléro Variations, Quartet, or La Valse [The Waltz]). In Canzone per Ornella, the choreographer brings together for his dancer music and texts by Pier Paolo Pasolini, both those that have already been explored and those that are still to be experienced, playing with her ability to strike the perfect balance between virtuosity and entertainment, between enigmatic presence and movie-like figure.

POSTCARDS FROM VIETNAM
In Postcards from Vietnam, Raimund Hoghe continues his collaboration with two exceptional dance personalities: Ji Hye Chung and Takashi Ueno. Raimund Hoghe first worked with Ji Hye Chung on 2016’s La Valse [The Waltz]. He created several pieces with Takashi Ueno since 2010, among them La Valse, Cantatas and Pas de Deux, which they recently performed in Singapore. A few years back, Raimund Hoghe discovered postcards from Vietnam, foldable paper cards depicting people and landscapes, at a street vendor’s stall in Paris. They seem very fragile and were produced in a country Raimund Hoghe—as do many others—has been associating with the Vietnam War since the 1960s. In his new piece, these postcards act as signifiers. They are mementos and projection foils, and refer to history, its fugacity, yet also to departure. The cards simultaneously reminisce about the longing for another life. Wenn keiner singt, ist es still [It is silent when nobody sings] is the title of Raimund Hoghe’s new publication. As in all his plays, music plays a central role here. So, Raimund Hoghe interweaves 1960s protest songs with Bach and Handel’s arias.


CANZONE PER ORNELLA
Antes de volverse dramaturgo y, de seguida, coreógrafo, Raimund Hoghe solía escribir retratos de personas famosas o de desconocidos, que eran publicados en el periódico Die Zeit. Ese hábito sigue estando en el centro de su trabajo como coreógrafo, bajo la forma de solos dirigidos a figuras famosas - Joseph Schmidt, Judy Garland, Maria Callas – o algunos de sus intérpretes favoritos - Songs for Takashi [Canciones para Takashi] o Musiques et mots pour Emmanuel [Músicas y palabras para Emmanuel]. (...) Siempre toman la forma de “ofrenda musical” en la que sus intérpretes manifiestan su arte a través de una presencia muy consciente de los efectos de la música y del tiempo, de la resonancia imaginaria de una voz y una melodía. Ornella Balestra, muy conocida por su trabajo con Maurice Béjart, es una de las balerinas que mejor encarna esta mixtura de intensidad y devaneo que caracteriza la danza de Raimund Hoghe (a ver Swan Lake [El Lago de los Cisnes], 4 Acts [4 Actos], Boléro Variations [Variaciones Bolero], Quartet [Cuarteto] o La Valse [El Vals]). En Canzone per Ornella, el coreógrafo reúne para su balerina música y textos de Pier Paolo Pasolini, ya sea los que han ya sido explorados o los que aún quedan por experimentar, jugando con la capacidad que ella tiene de encontrar el equilibrio perfecto entre virtuosismo y entretenimiento, entre presencia enigmática y una figura cinematográfica.

POSTCARDS FROM VIETNAM
En Postcards from Vietnam [Postales del Vietnam], Raimund Hoghe sigue su colaboración con dos personalidades excepcionales de la danza: Hye Chung, con la que ha trabajado por primera vez en La Valse [El Vals], en 2016, y Takashi Ueno, con el que ha creado varias piezas desde 2010, entre las cuales La Valse, Cantatas y Pas de Deux, con una presentación reciente en Singapura. Hace algunos años, Raimund Hoghe descubrió en un vendedor de calle en Paris postales del Vietnam que retrataban a personas y paisajes. Parecen muy frágiles y fueron producidos en un país que Raimund Hoghe, como muchos otros, asocia a la guerra del Vietnam desde los años 1960. En su nuevo trabajo esos postales actúan como significantes. Son recuerdos y puntos de proyección y evocan la historia, su fugacidad, pero además la salida. Los postales también recuerdan el deseo de otra vida. Wenn keiner singt, ist es still [Cuando ninguno canta, todo está tranquilo] es el título de la nueva publicación de Raimund

 
 
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