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Segunda-feira, 8 Março 2021
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  • i Exposições Temporárias
Fotografia: David Gonçalves

Francisca Carvalho - Le ciel du spermatozoÏde

  • Galeria Fernando Santos
  • |
  • Segundas e Sábados: 15:00h - 19:30h Terças, Quartas, Quintas e Sextas: 10:00h - 12:30h e 15:00h - 19:30h

 

Primeira exposição da artista Francisca Carvalho no Espaço 531 (Galeria Fernando Santos) inserida num ciclo comissariado pelo artista Pedro Quintas e que dedica o ano de 2020 à obra de mulheres artistas. Este ciclo ficará completo quando, em Novembro do presente ano, o comissário expuser com as artistas seleccionadas.

Le ciel du spermatozoÏde

Pinturas em tecido de algodão com tintas naturais – vegetais e minerais – é o que figura no ciel du spermatozoÏde. O duplo sexo das plantas e triângulos tortos meditativos a intersectarem-se.  O título vem de um poema de Henri Michaux e o que daí releva é o trema no I que lembra uma árvore estilizada ou proto signo a significar forma vegetal. Estas pinturas foram feitas na India durante as monções, em Ahmedabad e Bagru, Gujarat e Rajastão, onde aprendi que a cor é matéria viva e se transforma até se fixar nas fibras, ainda agora transformando-se porque responde ao sol e à sombra e às variações das nossas luzes pouco subtis. A matéria viva da cor vem dos vegetais e minerais disponíveis na flora local e nos desperdícios de ferro das fábricas circundantes. O algodão sendo uma fibra vegetal e, por isso mesmo, de carga neutra, precisa de um mordente para fixar a cor vegetal. O mordente é, na maior parte das vezes, de origem mineral. As formas são desenhadas com uma cana de bambu afiada – kalam – e preenchidas com pincéis de bambu. Quem me ensinou a fazer as cores foi uma família de pintores – Chitara – de kalamkari onde figuram as deusas do Gujarat. Estes pintores chamam-se Mata ni Pachedi que quer dizer behind the Goddess.


First exhibition of the artist Francisca Carvalho in Espaço 531 (Galeria Fernando Santos) as part of a series of exhibitions commissioned by the artist Pedro Quintas who dedicates the year of 2020 to the work or women artists. The series will be completed with a joint exhibition of the commissioner and the selected artists, taking place in November.

Le ciel du spermatozoÏde

Paintings on cotton made with natural paints – vegetal and mineral – is what can be seen in “Le ciel du spermatozoÏde”. The double sex of plants intersecting crooked triangles. The title comes from a poem by Henri Michaux, remarking the umlaut on the “I”, evoking a stylized tree or proto sign that represents a vegetable form. These paintings were made in India during the monsoons, in Ahmedabad and Bagru, Gujarat and Rajasthan, where I learnt that colour is living matter and that it keeps changing until it fixes to the fibres, and yet still changing because it responds to the sun and the shadow and the variations of our non-subtle lights. The colour’s living matter comes from vegetables and minerals available in the local flora and the iron waist from surrounding factories. Cotton is a vegetable fibre, thus of neutral charge, and it needs a mordant to fix the vegetable colour. The mordant is mainly of mineral origin. Shapes are drawn with a sharp bamboo stick – kalam – and filled with bamboo brushes. I was taught how to compose the colours by a family of painters – Chitara – of kalamkari, featuring the goddesses of Gujarat. Those painters are called Mata ni Pachedi, which means behind the Goddess.


Primera exposición de la artista Francisca Carvalho en Espaço 531 (Galeria Fernando Santos) que hace parte de un ciclo comisariado por el artista Pedro Quintas y que dedica el año de 2020 a la obra de mujeres artistas. Este ciclo quedará completo cuando, en noviembre de este año, el comisario exponga con las artistas seleccionadas.

Le ciel du spermatozoÏde

Pinturas en algodón hechas con tintas naturales – vegetales y minerales – es lo que se puede ver en “Le ciel du spermatozoÏde”. El doble sexo de las plantas y triángulos torcidos meditativos que se intersectan. El título viene de un poema de Henri Michaux, con destaque para la diéresis en la “I” que evoca un árbol estilizado o protosigno significando forma vegetal. Estas pinturas las hice en India durante los monzones, en Ahmedabad y Bagru, Gujarat y Rayastán donde aprendí que el color es materia viva y se transforma hasta fijarse en las fibras, aunque siga transformándose porque responde al sol y a la sombra y a las variaciones de nuestras luces poco sutiles. La materia viva del color viene de los vegetales y minerales disponibles en la flora local y en los desperdicios de hierro de las fábricas cercanas. El algodón es una fibra vegetal, por eso, de carga neutra, necesitando de un mordiente para fijar el color vegetal. El mordiente es casi siempre de origen mineral. Las formas son dibujadas con una caña de bambú aguzada – kalam – y llenadas con pinceles de bambú. La producción de los colores me la ha enseñado una familia de pintores – Chitara – de kalamkari donde figuran las diosas de Gujarat. Estos pintores se llaman Mata ni Pachedi lo que significa behind the Goddess.

 
 
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