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terça-feira, 25 Fevereiro 2020
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Lançamento do livro "Francisco Gomes de Amorim: revolucionário e repórter de rua"

 

No dia 1 de fevereiro, sábado, às 16h00, na Biblioteca Diana Bar, José Rodrigo Carneiro da Costa Carvalho vai apresentar o seu livro Francisco Gomes de Amorim: revolucionário e repórter de rua .

Resumo do livro:Francisco Gomes de Amorim não chegou a concluir as suas Memórias, inúmeras vezes por ele anunciadas e de que há alguns fragmentos: os manuscritos autógrafos Alexandre Herculano e Latino Coelho, completos, e Memórias e Viagens 1826-27, interrompido após meia dúzia de linhas do capítulo III – «Eu». Francisco Gomes de Amorim, fosse por influência de Garrett – Memórias Biográficas, em que consumiu 32 anos – metade da sua vida –, fosse porque confiava em Deus durar o bastante para escrever as Minhas Memórias, o certo é que foi fazendo o arquivo de tudo quanto lhe respeitasse, com anotações e indicações (a um impensado biógrafo!) tipo publique-se; veja os folhetins Três dias de Jornada, e aproveite deste fragmento, para as Minhas Memórias, o que lá não estiver publicado; não se publique em qualquer circunstância, etc., etc.. (…). As partilhas do espólio literário e artístico pelos seis filhos, e a venda, em leilão, da biblioteca de Francisco Gomes de Amorim, levaram, por certo, à dispersão e à perda de muito que o poeta legou, sobretudo em matéria de correspondências (…). Apesar disso, os familiares de Francisco Gomes de Amorim não deixaram de oferecer à Câmara Municipal da Póvoa de Varzim os documentos que tinham na sua posse, e que estão hoje preservados na Biblioteca Municipal Rocha Peixoto. O autor deste trabalho é um caso de dupla identidade, que não de personalidade: na Igreja, está registado com o nome de José Rodrigo da Costa Carvalho Pinto; no Registo Civil, como José Rodrigo Carneiro da Costa Carvalho. Isto terá o resultado de um baralhamento de contas que levou a encomendarem-lhe o caixão, aos poucos dias de vida. Foi em Setembro de 1934. Sem dia e sem mês, no assento de baptizado: no dia 6 de Setembro, freguesia de S. Gonçalo, Amarante, como consta da cédula pessoal. Nascido para viver, aos 4 anos de idade voltou a estar a morrer. Como então já juntava letras no jornal (O Primeiro de Janeiro) que todos os dias o carteiro entregava na casa dos pais, foi sabendo que a morte andava muito ocupada com a safra da guerra civil de Espanha. E, depois, com a II Guerra Mundial, começada 5 dias antes de ele fazer 5 anos. Acabada a Primária, feita ora no Porto ora em Amarante, prosseguiu estudos. Aí pelo 6º ano, o professor de Português – o mesmo de Grego – disse, numa aula, que o adolescente teria jeito para a escrita. E o aluno acreditou. Aos 20 e poucos anos, atreveu-se a mandar dois escritos seus para Ramos de Almeida, coordenador da página literária do Jornal de Notícias – um sobre Manuel Laranjeira; o outro, a propósito de Teixeira de Pascoaes. E nunca mais parou de sarrabiscar em jornais e revistas. A partir de 1960, já como jornalista profissional. Tendo entrado no JN como estagiário, seis anos depois passava para a chefia da Redacção, cargo que também exerceu em O Comércio do Porto e O Primeiro de Janeiro, dois outros jornais em que seria diretor-adjunto. Não vendo necessidade, para se realizar, de plantar uma árvore (por já a ter no próprio nome), publicaram-lhe O Mundo na Mão, Informação e Comunicação, Aprendiz de Selvagem – o Brasil na vida e na obra de Francisco Gomes de Amorim, este por obra e graça da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. Quanto a descendência: 5 filhos (um já falecido!), 4 netos e um bisneto. Diria Séneca estarmos perante homem que não se limitou a fazer anos, para provar que viveu e que deu vida. Licenciado em Estudos Portugueses, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, fez, de seguida, o Mestrado de Estudos Portugueses e Brasileiros.

 
 
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