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Quinta-feira, 27 Julho 2017
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Bienal de Arte Contemporânea da Maia 2017
 

i Exposições Temporárias

01 Ago a 30 Set

Maia

Bienal de Arte Contemporânea da Maia 2017

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Projeto SONAE//Serralves

Haegue Yang: Parque de Vento Opaco em seis Dobras

 
O Projeto Sonae//Serralves é comissariado por Suzanne Cotter, diretora, com a assistência de Marta Moreira de Almeida, curadora do Museu de Arte Contemporânea de Serralves.

O Projeto Sonae//Serralves, o único do seu género em Portugal, dará a conhecer pela primeira vez ao público nacional a obra da artista internacionalmente reconhecida Haegue Yang, para cuja prática artística a encomenda constituirá um marco importante. Ao público, a instalação da peça no Parque de Serralves oferecerá uma experiência nova da forma como os artistas podem intervir nos nossos ambientes quotidianos.

Para esta edição do Projeto Sonae//Serralves, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves apresenta Parque de vento opaco em seis dobras da artista coreana Haegue Yang (Seoul, 1971) nos jardins do Parque de Serralves. A obra expressamente encomendada é composta por cinco torres parcialmente arqueadas de dimensões variáveis construídas em tijolo e ligadas por meio de uma disposição geométrica de lajes. Ocupando uma área de cerca de 70 metros quadrados, este ambicioso complexo escultórico convida o observador a caminhar pela paisagem híbrida das suas múltiplas estruturas.    A abordagem escultórica de Yang recorre ao traçado de geometria islâmica, nomeadamente a forma do hexágono, criado por uma subdivisão do círculo em seis partes, ou dobras, iguais. Unidades quadradas de 72 x 72 cm delimitam o espaço coberto pelas lajes e pelas torres de alturas variáveis construídas com tijolo de barro cozido, numa acumulação de configurações geométricas. Os três tons cromáticos diferentes dos tijolos contribuem para o esquema ornamental das torres e das suas fachadas interligadas. Embutidas no complexo construído por Yang há diversas espécies de plantas e vegetação, incluindo suculentas, heras e gramíneas, destinadas a crescer, trepar, florir e morrer ao longo de um ano que durará a presença da obra encomendada nos jardins de Serralves.    Parque de vento opaco em seis dobras renuncia à declaração monolítica a favor de uma estrutura viva que funde a aplicação construtiva e estética da matemática com os ciclos orgânicos e as transformações do mundo natural. Elementos sensoriais como o movimento do ar e do vento, uma constante nas instalações de Yang, estão presentes nos ventiladores eólicos de alumínio que encimam Parque de vento opaco em seis dobras. Inspirada pelas torres eólicas tradicionais usadas em edifícios no Golfo Pérsico e Árabe, Yang utilizou pela primeira vez essas estruturas estandardizadas em An Opaque Wind na 12ª Bienal de Sharjah, em 2015. Integradas no programa decorativo das torres, elas tornam-se elementos cinéticos faiscantes que a artista usa como metáfora para migração e encontros transitórios. A sua importância no complexo de torres, tijolos, vegetação e vida selvagem, reforça a obra enquanto expressão de comunidades e das inter-relações exigidas pela coexistência numa era globalizada. 

 
 
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