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Sábado, 21 Setembro 2019
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13 Abr a 19 Jan

S. João da Madeira

Trabalho Capital

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  • i Exposições Temporárias

Textiles - Jorge Galindo

  • Galeria Fernando Santos
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  • Segundas e Sábados: 15h - 19:30h Terças, Quartas, Quintas e Sextas: 10h - 12:30h e 15h - 19:30h

 

Jorge Galindo (Madrid, 1965) Jorge Galindo considera que as grandes influências na sua obra foram/são as oficinas de arte do Círculo de Belas Artes de Madrid, no final dos anos 80. De facto, foi em relação directa com as mesmas que iniciou a sua actividade expositiva em 1988, actividade esta de carácter colectivo. No ano seguinte, em 1989 Jorge Galindo faz a sua primeira exposição individual na qual já está patente a ideia do artista acerca do que deveria ser a pintura: uma atitude vital. Nela, e numa linguagem próxima da abstracção gestual (com especial enfoque nas questões matéricas) está presente a colagem fotográfica. As imagens destas fotografias são relativas à sociedade de consumo dos anos 50 e 60, a que o artista tece uma crítica, algo que consegue através de calendários, revistas ilustradas, publicidade e jornais da época em questão. São recorrentes os recortes de olhos retirados de revistas de beleza, animais domésticos, mão e braços. Em seguida, fragmenta estas imagens e volta a compo-las numa série interminável – porém não casual - de justaposições. Desta forma, o artista faz uso de imagens que critica num processo que pode ser classificado como “antítese performativa”. A relação do artista com as imagens da sociedade de consumo dos anos 60, não o aproxima necessariamente da Pop Arte, já que Jorge Galindo não se apropria apenas de imagens de consumo actuais, mas fá-lo em contraste com o passado, com outras imagens retiradas de revistas antigas, o que nos leva a entrar no reino da memória. Nestes primeiros trabalhos, tal como foi dito, os aspectos tácteis e materiais dominam o resultado final: serapilheira, desperdícios têxteis, ou até toalhas e cobertores (enquanto suportes) são alguns dos materiais que pela sua condição dotam os trabalhos de Jorge Galindo de uma dimensão física. No entanto, nem tudo pode ser aplicado: há uma escolha a que os materiais são submetidos e que passa, pela existência neles, de qualidades plásticas ou cromáticas, bem como origem na produção industrial. Neste sentido, não sera de estranhar que nos anos 90 tenha realizado aquela que é a menos conhecida das suas séries; a série Patchwork. Tal como as colchas de patchwork, também as pinturas de Jorge Galindo fazem uso dos retalhos e dos trapos para formar um suporte multicolor. O processo é o mesmo das colagens e das fotomontagens, embora nelas o objecto primordial de manipulação seja a imagem. Nas suas obras, o resultado final é ambíguo pois é simultaneamente próximo e distante, reconhecível e estranho.

 
 
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