• Vila do Conde
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  • 27 Out a 24 Fev
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AMVC

"Um Bater de Asas", Séries I, II e III

de Helder Sanhudo

 

O artista parte das peças centrais dos seus quadros –Cristo, Anjo e Querubins– passando pelos esquiços, até à III série, em que a desconstrução atinge o absoluto, destacando-se o expoente máximo de “Um Bater de Asas” – Série II, o magnífico tríptico “A última Ceia”, onde presta homenagem aos grandes mestres – Picasso, Leonardo Da Vinci, e Miguel Ângelo - sem nunca perder o fio à meada do tema central. Ao longo dos trabalhos são visíveis influências de grandes nomes da pintura, como Velasquez, Andy Warhol, Jackson Pollock ou Francis Bacon. Dia 19 janeiro visita guiada pelo artista.

Exposição de pintura e desenho “Um Bater de Asas” de Helder Sanhudo, artista e arquiteto vila-condense. Quinze anos depois da sua primeira exposição individual em Vila do Conde: “Percurso Ribeirinho”, e depois de ter exposto coletivamente, por várias vezes, durante o ano de 2011 e 2012, na Galeria Artes Solar St.º António no Porto, onde também aí apresentou os seus trabalhos individualmente, o autor retorna às suas origens, mostrando o completo acervo dos seus últimos trabalhos, que nos são apresentados em três séries distintas, totalizando cerca de 80 trabalhos. Em “Um Bater de Asas” – Série I, transfigura as peças centrais dos quadros, Cristos e Querubins, colados sobre papel e tela, envolvendo-os num misticismo de cor e de traços claros que expandem o sentido dessas figuras que lhes deram origem. O olhar percorre uma história bem definida em cada pormenor que o pincel e a tinta fizeram nascer nestes suportes, e sente-se gratificado. Porém, o autor tem sempre necessidade de se reinventar, e assim acontece na série II deste conjunto de trabalhos. Aqui já assistimos a um desfiar evolutivo da técnica, e torna-se notória a forma como aquelas figuras iniciais se esbatem ou desaparecem quase completamente, dando lugar à perceção mais interior e segura do artista, que brinca literalmente com as formas, com as cores, até mesmo com o tema. O expoente máximo de “Um Bater de Asas” – Série II, é, sem dúvida, o magnífico tríptico “A última Ceia” onde o pintor, muito inteligentemente, presta homenagem aos grandes mestres, sem nunca perder o fio à meada do tema central desta exposição. Finalmente, em “Um Bater de Asas” – Série III, a desconstrução atinge o seu absoluto. Os imensos painéis sobre papel abandonam o universo figurativo, e imprimem um salvo-conduto inabalável a toda a estrutura desta exposição. Ao desfazer, o artista coloca o espectador no centro da ação, urgindo-lhe a interação com a história detalhada de cada quadro. A exposição ficará patente até 24 de fevereiro de 2013. Estão previstas duas visitas guiadas à exposição pelo artista: - 24 de novembro e 19 de janeiro; Centro de Memória de Vila do Conde Largo de S. Sebastião (EN13) tel: 252 617 506 terça a domingo: 10h às 18h "A capacidade em imbuir num só espaço, num só momento de volume, cor, luz e formas,  um deslumbre interno que nos cativa de imediato, fazendo-nos convocar o nosso próprio espírito, no instante da sua visão, atrai-nos involuntários até esta exposição. "Porque, em todas as leituras possíveis e impossíveis, dos inúmeros aspectos que compõem uma pintura, nem sempre se consegue captar a natureza individual do espectador. Por vezes, esta permanece elusiva, distante, quebrada quase sempre pelo abismo interpretativo, que separa as águas do que não é simplesmente realismo, o que por si só, o sujeita a uma observação mais atenta, mais profunda. Uma leitura que nem sempre apetece. Felizmente que existem boas excepções, como esta. Este “bater” complexo que o artista aqui nos solta, há muito que abriu as suas “asas” para voos interiores que nos penetram, e que facilmente se tornam pertença comum. Autênticas lições de vida feitas com a tinta dos seus dias. De tons escuros, porque a noite por vezes esconde as estrelas, ou tons claros, porque o dia também tem instantes demasiado belos para serem fruto de anteriores pesadelos, mas, todos eles pintados certamente de coração aberto. É precisamente esta emoção à flor da pele, que claramente transparece em “Um Bater de Asas” que nos convida a sermos mais que meros espectadores, tornamo-nos afins com os volumes que nos cercam, amigos íntimos das cores e das formas, unos com aquela luz quente que atravessa contínua o percurso da exposição. Sentimo-nos em casa." Casimiro Teixeira

 
 
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