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sexta-feira, 21 Setembro 2018
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Sons no Património da Área Metropolitana do Porto
 

i Música

27 a 30 Set

AMP

Sons no Património da Área Metropolitana do Porto

  • Porto
  • |
  • 21 a 23 Set
  • i Música
Mariana Figueroa

Variações a partir de um Coração

Divertimento popular para um Quarteto Contratempus

 
Entrada: 5€

2018 é o Ano Europeu do Património Cultural mas também ano de celebração do 10º aniversário do Quarteto Contratempus. Por estas razões o Quarteto cria um projeto de reinvenção e recriação de repertório de música tradicional portuguesa do norte do país, trazendo para a contemporaneidade algumas das mais belas canções do Cancioneiro Popular Português.

Este é um espetáculo interdisciplinar (com composição de Fernando Lapa, texto de Eduarda Freitas e encenação de Catarina Costa e Silva) de extraordinária singularidade estética, que nos conduz a uma viagem no tempo (ao revisitarmos as raízes da música tradicional portuguesa, sem perdermos o sentido do presente e o horizonte do futuro), pelo património musical do Douro e Minho. Todas estas canções permanecem na nossa memória coletiva e são reveladoras da identidade das gentes do norte, dos seus saberes, tradições e da sua relação com o território.  Pode um coração partir-se (ou colar-se) de amor? Antes de sermos quem somos, de cantarmos o que cantamos, de chorarmos o que choramos, de rirmos o que rimos, que sons estão no início? Que música faz bater o coração? Neste espetáculo, voltaremos atrás sem perder o horizonte do amanhã. São variações a partir do início. São variações sem perder o pé. A bater o pé, certinho, compassado, como o leito de um rio em dias calmos – o nosso norte, o nosso rio Douro. Fazer da música tradicional portuguesa o centro deste projeto constitui em si mesmo um sinal: de quem sabe de onde veio e de onde é. Não nos move qualquer espécie de revivalismo passadista ou saudosista (com que se olha muitas vezes a tradição popular); antes, a convicção de que vemos o mundo com olhos daqui, deste lugar e deste tempo. Por isso propomos um espetáculo plural e aberto, onde as referências à música tradicional sejam um idiomático ponto de partida para percursos multidirecionais, explorando espaços e movimentos, texturas e cores, tempos e lugares. A construção deste mosaico, plural e multifacetado, simboliza também a celebração do encontro de quatro artistas do norte que há já dez anos se dedicam à interpretação e divulgação de obra musical de autores portugueses.  

 
 
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