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SUMMARY:A Tempestade
DESCRIPTION:Schedule\n21:30h\n\nMore info\nA Tempestade de William Shakespe
 are ser&aacute\; o mote. Um texto cl&aacute\;ssico para di&aacute\;logo e 
 investiga&ccedil\;&atilde\;o em 2017 que abre um ciclo sobre o amor. Impor
 tam-nos as palavras e os corpos que as fundem. Por isso\, esta ser&aacute\
 ; a met&aacute\;fora em forma de texto para a cria&ccedil\;&atilde\;o de u
 m espect&aacute\;culo onde de novo se avalia o que de enigm&aacute\;tico e
  misterioso se preserva num cl&aacute\;ssico. Que for&ccedil\;a &eacute\; 
 essa que o anima e faz sobreviver ao tempo e &agrave\;s tempestades humana
 s e naturais? &Eacute\; no confronto entre a performance e o texto que se 
 erguer&aacute\; a obra. Esta ser&aacute\; uma obra performativa que rel&ec
 irc\; o texto cl&aacute\;ssico e num acto de pervers&atilde\;o dramat&uacu
 te\;rgica e\, atrav&eacute\;s das experi&ecirc\;ncias subjectivas dos corp
 os\, vai em busca da sua forma. A Tempestade &eacute\; uma hist&oacute\;ri
 a de vingan&ccedil\;a e uma hist&oacute\;ria de amor. Cont&eacute\;m muita
 s hist&oacute\;rias dentro de si. &Eacute\; uma hist&oacute\;ria de conspi
 ra&ccedil\;&otilde\;es oportunistas que contrap&otilde\;em a&nbsp\; gura d
 isforme e selvagem dos instintos animais\, que habitam o homem\, &agrave\;
 &nbsp\; gura et&eacute\;rea\, incorp&oacute\;rea das altas aspira&ccedil\;
 &otilde\;es humanas. Contrap&otilde\;e o baixo com o alto\, a terra contra
  c&eacute\;u. Contrasta os instintos aos desejos de liberdade. A investiga
 &ccedil\;&atilde\;o dessas emo&ccedil\;&otilde\;es\, desses pensamentos e 
 das suas express&otilde\;es f&iacute\;sicas s&atilde\;o\, desde logo\, a m
 at&eacute\;ria restante do nosso fazer art&iacute\;stico. Este espect&aacu
 te\;culo d&aacute\; in&iacute\;cio a um ciclo dedicado &agrave\;s emo&cced
 il\;&otilde\;es\, ao amor\, mas tamb&eacute\;m ao &oacute\;dio que se lhe 
 op&otilde\;e\, &agrave\;s for&ccedil\;as que nos assolam como tempestades 
 e nos sustentam os caminhos. As tempestades ilustram\, exteriormente\, no 
 mundo real as for&ccedil\;as da natureza\, mas tamb&eacute\;m\, as for&cce
 dil\;as interiores. Energias que se chocam invis&iacute\;veis das quais os
  movimentos dos corpos s&atilde\;o feitos a nal. Na for&ccedil\;a &agrave\
 ; solta na tempestade entrev&ecirc\;em-se os movimentos nervosos do corpo.
  &Eacute\; a&iacute\;\, nesses movimentos subtis e disruptivos\, que este 
 espect&aacute\;culo se ir&aacute\; fundar. Nas for&ccedil\;as opostas em c
 onfronto\, nas zonas de contacto\, entre a vida e a morte\, na carne que s
 e move por dentro do sonho inconsciente. S&atilde\;o essas for&ccedil\;as 
 fundidas que emergem do nervo &agrave\; carne\, da&iacute\; para a pele e 
 que a pouco e pouco se espalham pelo mundo que vamos em busca de interroga
 r. Cada um destes mundos &eacute\; como uma ilha pessoal. Para chegar ao o
 utro temos de naufragar e ser aniquilado pelo mar do ser desfeito. Ao se q
 uebrar esta met&aacute\;fora emocional da tempestade\, perde-se a sua cond
 i&ccedil\;&atilde\;o destruidora e ganha-se em subtilezas. Ali\, na mudan&
 ccedil\;a de qualidade\, a tempestade encerra uma renova&ccedil\;&atilde\;
 o. O inconsciente torna-se material vis&iacute\;vel\, emerge e transforma 
 os corpos em unidades vivas: espa&ccedil\;o e sujeito. A tempestade causa 
 estragos na ordem existente e traz destro&ccedil\;os &agrave\;s margens do
  conhecido\, n&aacute\;ufragos\, mem&oacute\;rias devastadas\, amn&eacute\
 ;sias como restos de navios tornam-se vis&iacute\;veis\, peda&ccedil\;os d
 o fundo do mar falam-nos\, a mat&eacute\;ria informe e irreconhec&iacute\;
 vel traz sensa&ccedil\;&otilde\;es f&iacute\;sicas renovadas de mist&eacut
 e\;rios esquecidos. O reconstruir de uma certa ordem posterior &eacute\; j
 &aacute\; um trabalho que reinventa o corpo\, que tira das for&ccedil\;as 
 da tempestade o seu saber e o incorpora numa realidade transformada. &Eacu
 te\; este desa o que propomos ao espectador que j&aacute\; conhece Shakesp
 eare e o nosso trabalho. Uma reinven&ccedil\;&atilde\;o do nosso tempo com
 um.
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