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Lente Feminina

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Exposições

5 Mar - 22 Mai 2022

Porto

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terça a sexta-feira: 10:00h-18:00h Sábados, domingos e feriados : 15:00h-19:00h

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5 Mar - 22 Mai 2022

Porto

Lente Feminina

Marie-Hélène Vieira da Silva, 1960, PT/CPF/CNF/000563

No âmbito da participação da Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas na ENIND-Estratégia Nacional para a Integração e Não Discriminação-Portugal + Igual (2018-2030) cuja temática para 2022-2025 é a não discriminação em razão do sexo e de igualdade de género, o Centro Português de Fotografia apresenta uma exposição que pretende homenagear as mulheres fotógrafas representadas na Coleção Nacional de Fotografia, cujas práticas individuais contribuíram para a excelência da narrativa fotográfica e romperam com os conceitos preconcebidos de uma profissão dominada pelos homens.

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  O papel das mulheres que, durante séculos, se circunscreveu ao lar ou à reclusão monástica, teve um novo protagonismo no final do século XIX e início do século XX quando muitos paradigmas foram postos em causa, designadamente a emancipação das mulheres e o seu envolvimento em diversas áreas e atividades da vida social. As alterações políticas e sociais que se seguiram à Segunda Guerra Mundial permitiram transformações profundas, nomeadamente o abandono do estereótipo da mulher como um ser fraco, passivo e dependente. A partir do final da década de 70 do sec. XX, a arte das mulheres – e das fotógrafas mulheres, em particular – passa a ser interpretada e valorizada, não apenas como expressão de singularidade mas como ferramenta de desconstrução do “olhar masculino”. Com o objetivo de mostrar esta evolução, destacamos as preocupações sociais de Doris Ulmann que retratou os trabalhadores afro-americanos nas plantações do sul dos EUA ou Edith Tudor Hart que, enquanto discípula da Bahaus, tinha como objetivo devolver à arte uma missão social. Com II Guerra Mundial, Margaret Bourke-White aparece como a primeira mulher correspondente de guerra, enquanto Sabine Weiss Weber, nos anos 50, foi considerada a Grande Dama da fotografia humanista. Em 1960, Vieira da Silva é retratada pela russa Ida Kar que nunca conseguiu integrar-se no ambiente fotográfico, cada vez mais comercial na década de 60. No final do século o leque fotográfico feminino alarga-se: nos anos 90, temos o registo fotográfico de Cristina Garcia Rodero sobre os ciganos católicos, enquanto que, simultaneamente, nos surge a teatralidade das imagens da fotógrafa-poeta - Flor Garduño. Em Portugal, Helena Almeida, uma das artistas plásticas mais proeminentes da segunda metade do século XX, criou uma obra que atravessa as fronteiras disciplinares e questiona as relações entre o corpo, a obra e o espaço. Esta exposição pretende, assim, homenagear as mulheres fotógrafas representadas na Coleção Nacional de Fotografia, cujas práticas individuais contribuíram para a excelência da narrativa fotográfica e romperam com os conceitos preconcebidos de uma profissão dominada pelos homens. This exhibition intends to pay tribute to the female photographers represented in the National Photography Collection whose individual practices have contributed to the excellence of photographic narrative and have broken with the preconceived concepts of a male-dominated profession. Esta exposición pretende rendir homenaje a las fotógrafas representadas en la Colección Nacional de Fotografía cuyas prácticas individuales han contribuido a la excelencia de la narrativa fotográfica y han roto con los conceptos preconcebidos de una profesión dominada por los hombres.  

Imagem

Legenda: Marie-Hélène Vieira da Silva, 1960, PT/CPF/CNF/000563

Créditos: Ida Kar

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